Unicamp aprova proposta para implantação das cotas raciais para o vestibular 2019

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Logo Unicamp 50anosUnicamp dá 1º passo para adotar cotas étnico-raciais e vagas pelo Sisu no vestibular 2019

O Conselho Universitário (Consu) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou, por unanimidade, o princípio de cotas raciais nos cursos de graduação no fim da tarde desta terça (30). Isso significa que a instituição reconhece a necessidade de alteração da política de ingresso nos cursos de graduação para inclusão de cotas para pretos, pardos e indígenas, e que criará um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar uma proposta que inclui a implementação progressiva de cotas raciais e o vestibular indígena, a ser colocada em prática a partir de 2018 (para ingresso em 2019).

De acordo com texto aprovado no debate, o plano deverá preservar meta de 50% dos estudantes oriundos da rede pública – por curso e turno – e ainda buscar a meta de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo parâmetro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estado de São Paulo. Desses,  18,6% estariam dentro dos 50% advindos de escolas públicas e os outros 18,6% das vagas de ampla concorrência. O plano também sugere a reserva de duas vagas para indígenas por curso e prevê a inclusão de critério de renda para os beneficiados advindos de escolas públicas.

Aprovação2

Integrantes do Consu durante a aprovação do princípio das cotas étnico-raciais: GT ficará encarregado de elaborar relatório

Conforme o documento, esse GT deverá ser composto por treze membros: dois da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest); dois do GT que realizou Audiências Públicas sobre cotas em 2016; três do Consu; dois professores da graduação; dois membros do movimento negro estudantil (Frente Pró-Cotas e Núcleo de Consciência Negra); um servidor técnico-administrativo e um estudante.

Sisu e cronograma

Nas discussões, também ficou decidido que será avaliada a possibilidade da universidade estadual ter uma oferta parcial de vagas dos cursos de graduação pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Ele usa como critério a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A expectativa é de que os trabalhos tenham início em junho e a votação da proposta pelo conselho ocorra em 21 de novembro. Neste intervalo, estão previstos debates nas unidades de ensino e elaboração de pareceres, onde devem constar sugestões, além de manifestações sobre o plano.

Segundo o coordenador do Diretório Central de Estudantes (DCE), Guilherme Montenegro,  “Essa aprovação não é o fim da discussão sobre cotas, mas o começo de tudo, de como combater o racismo institucional na universidade”, comemora Montenegro.

O cronograma prevê que a proposta de implementação gradativa de cotas étnico-raciais será submetida à discussão nas unidades de ensino, que poderão sugerir alterações antes da votação final no Consu.

Apoio

danny-gloverO ator norte-americano Danny Glover usou uma rede social, nesta semana, para manifestar apoio à política de cotas na universidade. “O acesso a uma educação livre e de qualidade é um direito garantido pela constituição brasileira. A pouca presença de estudantes negros e indígenas faz necessário a implantação de políticas públicas de combate aos privilégios e à exclusão. Por isso, eu apoio as cotas na Unicamp, Brasil”, escreveu o ativista de 70 anos.

Mensagem publicada pelo ator Danny Glover (Foto: Reprodução/Facebook)

Fontes

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/05/30/unicamp-aprova-proposta-de-adocao-de-cotas-etnico-raciais

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/unicamp-aprova-criacao-de-grupo-para-elaborar-proposta-de-cotas-e-vagas-pelo-sisu-no-vestibular-2019.ghtml

https://www.brasildefato.com.br/2017/05/30/unicamp-aprova-cotas-raciais-para-os-cursos-de-graduacao-a-partir-do-vestibular-2019/