Como tudo começou…

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novembro 29, 2016
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foto2Sentindo na própria pele o que é sofrer preconceito e discriminação, fui, através da luta, buscar minhas raízes e conhecer um pouco a história de sofrimentos e lutas do negro no Brasil. Não bastava somente o conhecer e reconhecer o que um negro sofre numa sociedade que prega a democracia racial, mas, que de uma forma muito sutil, exclui e faz com que cada vez mais estejamos na base da pirâmide. Tinha que fazer um pouco mais. Assim, como nada é por acaso ingressei na militância propriamente dita.

Sabia que era e continuaria sendo uma árdua missão, uma luta pelos direitos de quem sofre algum tipo de preconceito ou discriminação. Em meados dos anos 90, fui convidado a fazer parte do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, órgão da Prefeitura Municipal de Santos, na condição de conselheiro.

Em 1993, fui eleito pelos meus pares, para o cargo de presidente do Conselho. Cargo este que ocupei até o ano de 2005. Como presidente do conselho, destaco inúmeros projetos e ações que entendo como de extrema importância, como:

– Implantação do projeto capoeira nas escolas;
– Implantação do programa de anemia falciforme para a população negra;
– Ajuda e acompanhamento a refugiados africanos em Santos/SP;
– Defesa e acompanhamentos de casos de racismo;
– Viabilização da Praça e do busto de Quintino de Lacerda;
– Semana Municipal Quintino de Lacerda;
– Semana Municipal da Consciência Negra;
– Projeto comunidade Hip-Hop;

Nos anos de 1999 e 2000, fui convidado pelo prefeito de São Sebastião, Dr. João Siqueira, para assessorar e desenvolver ações visando implantação do Conselho Municipal da Comunidade Negra de São Sebastião.

Em 2005, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, criou a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Étnica, e me convidou para coordenar este projeto, o qual tinha uma abrangência maior, uma vez que envolvia ações voltadas a outras etnias, tais como ciganos, judeus, árabes, entre outras. Este cargo ocupei até dezembro de 2008.

Conferências Internacionais.
A ação mais importante foi à participação na conferência mundial contra o racismo, organizada pela ONU em 2001, em Durban – África do Sul, como representante oficial da cidade de Santos. Foi a primeira vez que um presidente de Conselho é enviado para representar a cidade.

Em 2005, fui convidado pelo governo de Angola para participar da 1ª Semana da Juventude Angolana, para dar minha contribuição nos os projetos implantados em prol da juventude negra de Angola.

Embora as viagens à Africa tenham maior impacto sobre nosso trabalho, uma vez que esse continente é o berço do negro no mundo, outras passagens por países como Argentina e Chile também merecem destaque. Nesses países participei de seminários e palestras sobre o papel do negro na sociedade, racismo e discriminação.